Primeiros
Anos
A Seleção Brasileira foi formada
pela primeira vez em 20 de Agosto de1914, tendo
seu primeiro jogo contra o Exeter City da Inglaterra,
no campo do Fluminense, no Rio de Janeiro, no
dia 27 de Julho de 1914. Vitória para os
brasileiros por 2 a 0, com o primeiro gol sendo
marcado por Oswaldo Gomes, do Fluminense. Mas
a equipe jogou oficialmente ainda naquele ano,
em um jogo contra a equipe da Argentina pela Copa
Rocca, competição que visava aproximar
mais estes dois países, em que acabou vencendo
por 1 a 0 em Buenos Aires (gol de Rubens Salles)
e se consagrando campeã do torneio, sendo
esse o primeiro de vários títulos
conquistados pela Seleção Canarinho.
Dois anos depois a Seleção Brasileira
sagrou-se bi-campeã desta taça,
sendo este confronto disputado unicamente contra
a Argentina.
O primeiro título relevante conquistado
pela Seleção Brasileira foi o Campeonato
Sul Americano de 1919, atual Copa América,
com Friedenreich marcando o gol do título
sobre o Uruguai, no Estádio das Laranjeiras
construído pelo Fluminense para esta ocasião,
já que o governo brasileiro não
tinha o dinheiro para financiar este evento internacional.
Em 1922, o Fluminense ampliou o seu estádio
e a Seleção Brasileira conquistou
o segundo título relevante de sua história,
o bicampeonato do Sul Americano de Seleções.
O Brasil é a única nação
a ter se classificado para todas as edições
da Copa do Mundo. Contudo, as participações
iniciais do país estavam longe de serem
bem sucedidas, parcialmente devido à disputa
interna do futebol brasileiro sobre o profissionalismo,
o que fez com que a Confederação
Brasileira de Futebol fosse incapaz de convocar
times com a força total. Em particular,
disputas entre as federações estaduais
de São Paulo e do Rio de Janeiro (as duas
mais importantes da época) significavam
que a seleção seria composta por
jogadores vindos de apenas uma das federações.
Tanto na Copa de 1930, quando Preguinho marcou
o primeiro gol da história da Seleção
Brasileira em Copas do Mundo, na estréia
contra a Iugoslávia, em que o Brasil perdeu
por 2 a 1, quanto na de 1934, o Brasil foi eliminado
logo na primeira fase, mas 1938 era um sinal do
que viria, uma vez que o Brasil terminou em um
bom terceiro lugar, com Leônidas da Silva
fazendo história e sendo o primeiro jogador
a marcar quatro gols em uma única partida
de Copa do Mundo.
O Brasil sediou a Copa do Mundo de 1950, que foi
o primeiro torneio a acontecer depois da II Guerra
Mundial, a única no Brasil. O torneio de
1950 foi único por não ter uma única
final, mas ao invés disso, um quadrangular
final; contudo, para todos os fins o jogo decisivo
entre Brasil e Uruguai serviu como "final"
do torneio. A partida foi jogada no estádio
do Maracanã no Rio de Janeiro (então
capital do país), assistida por algo em
torno de 200.000 pessoas, e o Brasil apenas precisando
de um empate para ser campeão, acabou perdendo
por 2 a 1 de virada; essa partida desde então
ficou conhecida na América do Sul como
o Maracanazo.
A Seleção jogou de branco até
a data fatídica de 16 de Julho de 1950,
quando perdeu para o Uruguai. Após essa
data houve um concurso para escolher o novo uniforme
da equipe, tendo sido escolhidos o amarelo como
cor da camiseta, o azul como cor do calção
e o branco a cor dos meiões. O concurso,
promovido pelo jornal Correio da Manhã,
do Rio de Janeiro, foi ganho pelo professor, jornalista
gaúcho e, ironicamente, torcedor do Uruguai
Aldyr Garcia Schlee, .
Para a Copa do Mundo de 1954, na Suíça,
a equipe brasileira estava completamente renovada,
para que a derrota do Maracanã pudesse
ser esquecida, mas ainda tinha um bom grupo de
jogadores, incluindo Nilton Santos, Djalma Santos
e Didi. O Brasil não foi muito longe por
duas razões principais: a necessidade que
seus jogadores tinham para provar que não
eram covardes (como muitos foram acusados em 1950)
e o fato de terem enfrentado a Hungria, o melhor
time daquela Copa, na terceira fase.
O técnico do Brasil, Vicente Feola impôs
regras estritas para a equipe para a Copa do Mundo
de 1958, na Suécia. Os jogadores receberam
uma lista de quarenta coisas que eles não
tinham permissão de fazer, incluindo usar
chapéu ou guarda-chuva, fumar enquanto
vestiam uniforme oficial e conversar com a imprensa
fora dos locais designados. Era o único
time que havia trazido um psicólogo (por
causa das memórias de 1950, que ainda afetavam
alguns jogadores) ou um dentista (já que,
por causa de suas origens humildes, muitos jogadores
tinham problemas dentais, o que causava infecções
e tinham também um impacto negativo nas
performances) com eles, e haviam mandado um representante
para a Europa para assitir as partidas eliminatórias
um ano antes do começo do torneio.
O Brasil caiu no grupo mais difícil, com
Inglaterra, URSS e Áustria. Eles bateram
a Áustria por 3 a 0 na primeira partida,
então empataram em 0 a 0 com a Inglaterra.
Os brasileiros estavam preocupados com sua partida
com os soviéticos, que tinham um físico
excepcional e eram um dos favoritos a ganhar o
torneio; sua estratégia era arriscar no
começo do jogo para tentar marcar um gol
logo no início. Antes da partida, os líderes
do time, Bellini, Nílton Santos e Didi,
falaram com o técnico e o persuadiram a
fazer três substituições que
seriam cruciais para o Brasil ganhar dos soviéticos
e a Copa: Zito, Garrincha e Pelé começariam
o jogo contra a União Soviética.
No apito inicial, eles passaram a bola para Garrincha
que passou por três jogadores antes de acertar
a trave com um chute. Eles mantiveram a pressão
sem descanso, e após três minutos
que mais tarde seriam chamados de "os três
minutos mais grandiosos da história do
futebol", Pelé deu ao Brasil a liderança
no placar. Eles ganharam a partida por 2 a 0.
Pelé marcou o único gol da partida
das quartas-de-final contra o País de Gales,
e eles bateram a França por 5 a 2 nas semi-finais.
O Brasil bateu os donos da casa, Suécia,
na final por 5 a 2, ganhando sua primeira Copa
do Mundo e se tornando a primeira nação
a ganhar um título de Copa do Mundo fora
de seu próprio continente. Um fato lembrado
foi que Feola algumas vezes tirava sonecas durante
os treinamentos e fechava os olhos durante os
jogos, dando a impressão que ele estava
dormindo! Por causa disso, Didi algumas vezes
era tido como o verdadeiro técnico do time,
já que ele comandava o meio de campo. Outro
detalhe: na final da Copa, quando enfrentou a
Suécia, o time brasileiro teve que arrumar
o segundo uniforme urgentemente, já que
o sueco era amarelo também. A Suécia
emprestou ao Brasil seu uniforme reserva (camisetas
azuis e calções brancos), e há
informações de que os próprios
jogadores costuraram os distintivos da CBD (Confederação
Brasileira de Desportos) durante a noite na camiseta
no lugar dos distintivos suecos. Assim surgiu
o uniforme reserva do Brasil. Diz-se que o chefe
da delegação, Paulo Machado de Carvalho,
tentou estimular os jogadores associando o azul
da camisa ao "manto de Nossa Senhora".
[editar] A Era Pelé e Garrincha (1958–1970)
Na Copa do Mundo de 1962, o Brasil conseguiu seu
segundo título com Garrincha como a grande
estrela, fazendo gols de cabeça e também
de perna esquerda e ainda jogando com febre a
final, especialmente após Pelé ter
se machucado no segundo jogo e estar impossibilitado
de jogar pelo resto da Copa do Mundo.
Na Copa do Mundo de 1966, a preparação
do time foi afetada por influências políticas.
Todos os grandes clubes do futebol brasileiro
queriam seus jogadores incluídos na equipe
brasileira, para lhes dar mais exposição.
Nos meses finais da preparação,
o técnico Vicente Feola estava trabalhando
com 46 jogadores, na qual apenas 22 iriam para
a Inglaterra; isso causou muitas disputas internas
e pressão psicológica. O resultado
foi que, em 1966, o Brasil teve uma das piores
performances em todas as Copas do Mundo. Além
disso, a derrota para a Hungria representou a
única derrota de Garrincha com a camisa
da seleção.
O Brasil ganhou sua terceira Copa do Mundo no
México na Copa do Mundo de 1970. Naquela
ocasião, colocou em campo o que foi considerado
a melhor equipe de futebol de todos os tempos
[1] com Pelé, em sua última edição
de Copa do Mundo, Carlos Alberto Torres, Jairzinho,
Tostão, Gérson, Piazza e Rivelino.
Após ganhar a Taça Jules Rimet pela
terceira vez, o Brasil pôde mantê-la
para si. Porém ela foi roubada e derretida
anos mais tarde.
Depois dessa conquista, a seleção
passaria 24 anos sem conquistar uma Copa. Nesse
meio tempo, o Brasil chegou a perder a Copa do
Mundo de 1982 com uma seleção que
tinha jogadores como Zico, Sócrates, Falcão
e Júnior, sendo considerada por muitos
a melhor seleção da história
das copas.
[editar] O quarto título
Em 1994, o Brasil não era tido como favorito.
Nas eliminatórias, se classificou no sufoco,
graças a ajuda de Romário, que foi
até apelidado de São Romário.
O time de Carlos Alberto Parreira era considerado
defensivo demais, o que contradiz ao estilo do
futebol brasileiro. No entanto, o Brasil foi ganhando
jogo por jogo, e ganhou a final sobre a Itália
nos pênaltis. Passaria a ser a única
seleção a conquistar quatro copas
do mundo e a primeira a conquistar o título
através da cobrança de penalidades
máximas.
Painel do penta, loja da Nike, Londres.
[editar] O quinto título
A Seleção Brasileira teve problemas
para se classificar: troca de técnicos
(Vanderlei Luxemburgo, Candinho, Emerson Leão
e Luiz Felipe Scolari) e pouco tempo para treinos
atrapalharam a campanha. E outra vez a Seleção
não era vista como favorita. E, outra vez,
acabou surpreendendo bastante. Na Copa do Mundo
de 2002, Ronaldo foi convocado, o que gerou muitas
dúvidas se realmente tinha condições
de jogar, pois estava há dois anos parado,
por problemas de contusão. Porém,
na Copa, estourou. O Brasil, que eliminou as seleções
da Bélgica, Inglaterra, Turquia e Alemanha,
esta última na final, acabou tendo Ronaldo
como o artilheiro, com oito gols, sendo grande
nome da seleção. E conquistou assim
o seu quinto título, vencendo todas as
partidas, mantendo sua hegemonia.
[editar] Presente
Com o bom desempenho nas Eliminatórias
da Copa do Mundo de 2006, o Brasil continuou sendo
o único país a se classificar para
todas os mundiais, além de já ser
o que mais vezes foi campeão (cinco).
Depois do fracasso da Brasil na Copa do Mundo
de 2006 (Ver artigo principal Brasil na Copa do
Mundo de 2006.), onde a Seleção
não demonstrou o futebol esperado e sucumbiu
de forma vexatória para a França,
fracassando no sonho de obter o hexacampeonato
mundial de futebol.
Em 24 de julho de 2006, após a má
campanha da Seleção na Copa, Parreira
foi demitido, e Dunga foi anunciado como o novo
treinador,[1] numa tentativa da CBF de dar uma
resposta às pesadas críticas por
parte da torcida e da imprensa. Esta troca se
deu em função da imagem de luta
e garra que Dunga enquanto jogador sempre fez
questão de demonstrar, contrapondo-se à
imagem de falta de comando e profissionalismo,
que foi criada de seu antecessor na campanha fracassada
de 2006.
Desde que assumiu a Seleção, a palavra
de ordem do técnico Dunga é renovação.
Diante disto, foram afastados da equipe brasileira
jogadores veteranos como Cafú, Roberto
Carlos, Ronaldo e Emerson, jogadores que ao lado
do técnico Carlos Alberto Parreira, foram
responsabilizados pelo fracasso brasileiro no
mundial da Alemanha.
Dunga, que vive sua primeira experiência
como técnico de futebol, chamou seu amigo
e ex-companheiro na vitoriosa campanha da Copa
do Mundo de 1994, Jorginho para o cargo de auxiliar
técnico, cargo este que era ocupado por
Zagallo.
O ex-jogador nunca trabalhara na função,
o que surpreendeu os torcedores e a imprensa,
que esperavam a designação de nomes
já reconhecidos na função.
Dunga estreou na seleção no amistoso
contra a Noruega, no dia 16 de agosto, em Oslo.
O jogo acabou em 1 a 1. Em sua segunda atuação
como técnico, Dunga levou a Seleção
à vitória contra a Argentina em
3 de setembro, em Londres, por 3 a 0. O amistoso
seguinte contra o País de Gales em 5 de
setembro em Londres foi outro sucesso para a Seleção,
vencendo por 2 a 0. Ainda jogou contra um combinado
do Kuwait, e o Brasil ganhou de 4 a0, com a estréia
do goleiro Hélton.
No último jogo de 2006, o Brasil enfrentou
a Suíça, e levou a melhor com uma
vitória de 2 a 1. A Suíça
não havia levado nenhum gol em sua campanha
da Copa do Mundo de 2006.
É marcado para o dia 6 de fevereiro um
amistoso contra Portugal, do ex-técnico
do Palmeiras e pentacampeão pela Seleção
Brasileira Luis Felipe Scolari. Dunga é
criticado por escolher um time considerado fraco,
e ao contrário do que muitos esperavam,
não convoca Rogério Ceni para a
meta da seleção, insistindo nos
goleiros Hélton e Júlio César.
A derrota por 2 a 0 foi a primeira do técnico.
Em março, o Brasil realizou dois amistosos
na Suécia: 4 a 0 contra o Chile e 1 a 0
contra Gana.
No ano de 2007, o Brasil disputou a Copa América,
na Venezuela, e sagrou-se campeão vencendo
a Argentina por 3 a 0. Ainda neste ano, começam
as eliminatórias da Copa do Mundo de 2010.
O estádio escolhido foi o Maracanã.
[editar] Olímpíadas e Jogos Pan-americanos
Nos Jogos Olímpicos, o Brasil jamais ganhou
uma medalha de ouro. Chegou perto em 1984 e 1988,
mas teve que se contentar com a medalha de prata
(O Brasil foi derrotado, respectivamente, pela
França e pela antiga União Soviética).
Ainda possui uma medalha de bronze conquistada
em 1996 (após ser desclassificado pela
Nigéria, que se tornaria a campeã).
A medalha de ouro olímpica do futebol é
o único título que o Brasil ainda
não conquistou.
Já nos Jogos Pan-americanos, a situação
é melhor: o Brasil ganhou quatro medalhas
de ouro em 1963 (quando atuou em casa), 1975 (dividida
com o México), 1979 e 1987. Ainda possui
duas medalhas de prata conquistadas em 1959 e
2003 e uma de bronze conquistada em 1983.
Nos Jogos Pan-americanos de 2007, disputados na
cidade do Rio de Janeiro, o Brasil tentou conquistar
sua quinta medalha de ouro, porém foi eliminado
pelo Equador, que acabaria se tornando campeão
pan-americano.
saiba mais sobre a seleção
brasileira no http://pt.wikipedia.org
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