Pelé aprovou seleção de Dunga
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Pelé, apesar de querer Paulo Henrique Ganso e Neymar na África do Sul, entendeu os motivos do técnico da Seleção, Dunga, ao não convocar a dupla do Santos para a Copa do Mundo da África do Sul.
Na opinião de Pelé, a falta de experiência dos jogadores com a camisa da Seleção Brasileira foi o fator determinante para que os jogadores não fossem levados ao Mundial.
“O fato dos jogadores não serem testados pesou muito na hora da convocação. Eu conheço o Dunga e a maneira dele pensar. O Neymar nunca saiu de Santos. O Dunga está sendo coerente e ninguém pode falar nada porque ele não perdeu a Copa. Em time que está ganhando não se mexe. É preciso aceitar porque o Dunga está certo” afirmou Pelé.
Pelé também brincou com a possibilidade de ser o treinador da Seleção na próxima Copa do Mundo, que será no Brasil, e comentou a sobre a responsabilidade de escolher 23 jogadores para representarem o futebol brasileiro em uma competição como o Mundial.
Se dependesse do Rei do Futebol, o time inteiro do Santos seria convocado. “O Santos está arrasando – risos do ex-jogador”, arrancando aplausos da platéia durante o evento de lançamento do mais novo patrocinador da CBF, nesta sexta-feira, em São Paulo.
Pelé também apóia a escolha do Ronaldinho para integrar a lista de 30 da Fifa ao invés do atacante do Peixe, Neymar. Segundo o maior jogador de todos os tempos, a experiência do armador do Milan-ITA pode fazer diferença em um momento de decisão se houver a oportunidade de o jogador vestir a amarelinha no Mundial.
“Muito se discutiu sobre a experiência do Ronaldinho, que nos últimos meses vem jogando muito bem. Ele é experiente e já foi campeão do mundo. Para ficar na reserva, por quem o Dunga optaria: Ronaldinho ou Neymar? Claro que o Ronaldinho porque já foi testado em uma final”, explicou Pelé.
Sobre as comparações feitas entre o eterno camisa 10 do Santos e o jovem Neymar, Pelé disse que antes de ser convocado para a Copa do Mundo de 1958, já havia sido chamado em outras oportunidades como, por exemplo, a Copa Roca, em 1957.
“A história foi diferente. O Sylvio Pirillo (técnico) me convocou para a Copa Roca e fomos campeões. Depois, houve as eliminatórias e aí fui para a Suécia. Então, vocês podem ver a diferença que existe da minha convocação para a Seleção em 58”, finalizou.
Fonte: Correio do Povo.
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